.: Sobre a autora :.



Minha poesia
A poesia que faço
Não é pra apreciá-la
E nem pra expor num quadro
Ali tem meu drama,
Meu sangue, minha carne,
Minha alma.
A poesia que faço
É pra ser esquecida pelo tempo
E depois rir
Com tantas "Verdades-besteiras"
Comam minha poesia
E saciem a fome de saber que no fundo
A poesia que faço
É o retrato dos seus sentimentos.
(2004)



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milenapalladino@hotmail.com



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Poesia Erótica
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[10/14/2008]



Enviado por Milena Palladino * 14.10.08



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[8/24/2006]

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Enviado por Milena Palladino * 24.8.06



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[8/17/2006]

Brisinha Serelepe

Olha só a ambigüidade dos seus cabelos
Um paradoxo que causa tremor
Anjo nos cachos
Perverso na cor

Menininha séria,
Mulher que não cresceu,
Que lugar tão distante é esse que vai
Quando se esconde nos seus pensamentos?

Ah! Responde também
Onde achou o tom que cobre tua pele
Esse branco lhe cai tão bem!

Pra cada dia tem um nome,
Se quer um ar de Lolita,
Porque não Dalilla?

Ela quando chega avisa
Às vezes deixa que a vida a leve
Como papel na ventania
Às vezes ela leva a vida sendo o próprio vento,
Sendo a própria Brisa.

(2006)




Enviado por Milena Palladino * 17.8.06



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[8/15/2006]

É interessante achar rascunhos de poesias em páginas de livros velhos...

Enviado por Milena Palladino * 15.8.06



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[8/1/2006]

Já que diz que sabe o que se passa,
pois me conhece e tudo é o que pra você mostra ser...
Então porque me pede pra explicar pela milésima vez o que sinto?


Enviado por Milena Palladino * 1.8.06



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Promessa

Um dia te pegarei de surpresa
Pintarei com verniz um brilho no teu olhar
E da tua boca carmim
Sairão palavras que pra você
Serão surpresas de se falar

Sairão voando como as borboletas
Que vi no último outono
E seus pensamentos
Saltitarão ao som de algum filme
Em preto em branco que também vi

O seu sorriso brilhará como estrelas
E quando a timidez te tocar
Levará à boca suas mãos...
E assim terá o céu nelas.

E nelas também poderá vestir o mundo
Que te entregarei
E cairão tão bem como uma luva

Um dia pintarei numa tela a felicidade
Te ensinarei o jogo do contente
E te darei de presente
Numa manhã com cheiro de flores
Que terá a cor de uma tarde reluzente.

(Madrugada de 2006)






Enviado por Milena Palladino * 1.8.06



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[7/24/2006]

A cor do tempo

A vida passa e não consigo acreditar
Que vou gasta-la dessa forma.

Entenda que esse vão em sua confusão
É a falta tumultuada de me ter
Então me diz qual é a cor que te encanta
E que te lembra o ruído do meu sorriso...

A madrugada se cala
Quando num surto me procura
E eu me ajeito só pra receber sua voz
Sussurrando desajeitada que sente saudade...


E me contenho pra não afirmar
Que só é possível te amar,
Que os meus lábios só tem o doce do teu nome...
Que de olhos fechados só vejo você.

E nessas horas o tempo passa tão veloz
Que eu não consigo acreditar que estou gastando dessa forma.


(2006)


Enviado por Milena Palladino * 24.7.06



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[7/7/2006]

Me perguntava porque não te esquecia.
Achei que era por ter muito de você em mim ainda...
fui tirando tudo, pouco a pouco.
Ainda assim, continuei te amando.

Então vi que na verdade o que ainda existe,
é muito de mim em você.
E você não se livrou disso...
E é por isso que ainda estou aqui.


Enviado por Milena Palladino * 7.7.06



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[5/29/2006]

Aquilo não era
amor...
Era uma cãimbra
no coração.
.
.
.
Ou não!


Enviado por Milena Palladino * 29.5.06



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[5/23/2006]

Lamento Umbilical

Mamãe,
Não se preocupe comigo...
Feche os olhos para o meu sofrimento
Finja que não o vê...
Pois isso é apenas um vento passageiro.

Mamãe,
fui mal na escola da vida,
Talvez eu tenha dormido na aula de religião...
Ou não entenda mesmo nada de química.

Mas não se preocupe com minhas lágrimas,
Me disseram que o que eu tenho não é mal,
Chega a ser um dom...
Sabe amor, mamãe?
Dizem que o meu é diferente.

Eu não entendi me disseram assim:
"São poucos os que conseguem sentir"
e eu sinto mamãe...
Talvez você deva se orgulhar disso...

Mas o que eu não entendo,
Como pode ser um dom ou encanto...
Se é uma coisa que dói tanto?

Não se preocupe com minhas lágrimas mamãe,
Por mais que digam que isso que sinto é eterno...
Eu prefiro pensar nos ventos que passam
E levam junto o inverno.



Enviado por Milena Palladino * 23.5.06



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[5/22/2006]

Aí hoje me deu uma vontade de me apaixonar por você...
Fiquei passando suas fotos bem devagar...
Nossa... como pode ser tão perfeito pra mim??
Parece que encomendei!
Aí eu passei tudo de novo...
Vontade de mostrar pra todo mundo...
"Lindo né?"
E olha... faz biquinho pra beijar...
"Lindo né?"
Aí alguém me chamou...
.
.
.
.
.
.
Ah! Deixa prá lá!


Enviado por Milena Palladino * 22.5.06



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[5/2/2006]

A moça da janela

Todas as manhãs subia ela, mesmo horário, mesma rotina.
A moça singela com o seu gato ranzinzo.
Apontavam como louca e quando ela passava os homens comentavam "nunca vi louca tão bela". Ela era a moça singela.
Tinhas os olhos mais vazios que se pode existir, olhava sempre pra um nada misterioso. Adorava ficar as tardes na janela. Ela era a moça singela.
Era de poucas palavras, mas falava em ir pra um país chamado Ilhas Marshall...
Duvido que exista esse lugar.
Sempre conversava com uma velhinha da frente, que também era de meias palavras, mas quando ela chegava, passavam horas falando baixinho e rindo com malícia de adolescente. Era ela, a moça singela...
E quando anoitecia sentava na neblina com seu gato no colo e mais uma vez olhava para longe...
Talvez para Ilhas Marshall.
Seu gato miava assim como ela, discretamente, e ela levantava em passos rasteiros e buscava a sua tigela.
Um dia ela sumiu não se sabe pra onde, não se viu movimentos de mudança, ela apenas sumiu...
Acho que de fato nunca existiu.
Às vezes surge nos meus sonhos moças que se parecem com ela, mas quando se viram eu as vejo sorrir e percebo que jamais seria ela, a moça singela não sabia sorrir.
Então acordo com o barulho de um gato ranzinzo e volto a dormir.

(2006)


Enviado por Milena Palladino * 2.5.06



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[3/27/2006]

"Ultim-ato" (Drama)

Prendam-me pela saudade ilícita
Condenem-me pelos pensamentos desnecessários
Levem-me para a guilhotina...
Já que isso não sai da minha cabeça, arranque-a!
Dai-me um chicote...
Iniciarei a auto-flagelação,
Afastando as lembranças interditas.

Crave uma estaca no meu peito
E traga junto a ela o meu coração.
Esfoliem a minha carne
Até que não reste nenhum resquício do teu suor.
Matem-me quantas vezes for necessário
E não me deixem ressuscitar se ainda houver o teu rastro em mim.

Chantagiem as minha vontades,
Tomem-me os sonhos,
Transformem-me em pó...
E assim, renascerei das cinzas, como Fênix,
Mais forte, mais eu!
Aceitando minha natureza
Nos meus dias de bonança

(2006)


Enviado por Milena Palladino * 27.3.06



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[3/26/2006]

Versos Livres

Cala meu peito
que é p'ra parar de doer.
Bloqueia meus pensamentos
para não lembrar do que escutei.
Transfere minhas lembranças
para esquecer o que vivi.

Porque o simples é complicado,
inatingivél, inalcançável.
E a dor nunca vem só!

(2006)


Enviado por Milena Palladino * 26.3.06



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[3/10/2006]

A Seco

O copo está vazio.
Seco...
Deslizo os meus dedos pela parte interna...
Pelas suas paredes...
Seco!
Nada restou.
Nem mesmo o do Santo!
Bem verdade que não tenho mais sede...
Não! Não é sede...
Isso que arranha a garganta,
è apenas o que ainda não consegui engolir.
E o que descerá a seco, por falta de opção.
E já não me importa mais.
Talvez eu tenha bebido depressa demais,
me embriagado a ponto de não notar...
Talvez tenha evaporado...
ou nem tenha existido de fato!
Só me resta o copo...
Seco!
De nada que existiu...
Completo!
De tudo que nada restou.

(2006)


Enviado por Milena Palladino * 10.3.06



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